Atrás do Crime - conquistando os leitores do Brasil

Atrás do Crime - book trailer

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NEGROS, BRANCOS E PARDOS: É PRECISO ACREDITAR


     Passei o fim de semana, ouvindo negros, brancos e pardos, agredindo-se nas redes sociais, defendendo sua posição neste ou naquele índice apurado pelo IBGE, acerca da desigualdade social e sua relação com a cor que a pessoa tem ou diz ter. 
     Enquanto uns lastimam a falta de esperanças numa melhoria de condição social por serem negros ou pardos; os brancos que também são pobres, levantam seu discurso de indignação, reclamando sua cota de benefícios nesse ou naquele programa social.
     E, enquanto ficam se agredindo, esquecem que o tempo é precioso demais, especialmente para os mais necessitados, e que deveriam dedicar-se a atividades que, de fato, fariam suas vidas mudarem, tais como o estudo e o trabalho, mesmo que o início decisivo para melhorar a vida, não resida nisso. 
     O primeiro passo, e o mais difícil de todos, não é estudar tampouco trabalhar. É acreditar. Tudo começa no pensamento. Pensar que é possível, quando os indicadores apontam o contrário, quando a vida inteira tem mostrado o contrário, certamente, é a atitude mais intricada de todas. 
     Para ajudar a pensar diferente, cito alguns exemplos de pessoas que mudaram suas vidas porque acreditaram em si: o incrível Machado de Assis, que embora mulato e pobre, conseguiu ser reconhecido em sua época, século XIX, quando os resquícios da escravidão ainda eram evidentes por toda a parte do Brasil. 
     Cito outro: Lima Barreto. Jornalista e escritor, com avós que fizeram parte de povos escravizados, soube retratar o Brasil como ninguém. Suas obras são dignas de serem estudadas até nos dias atuais.
     Cito mais um: eu mesma. Embora branca, fiz parte dos índices de baixa renda, morando numa cidade minúscula, sem escola particular, nem cursinho de línguas e, obviamente, sem universidade. Nada disso me impediu: fiz inglês, espanhol, francês, graduação, especialização, mestrado, e estou prestes a publicar meu nono livro (um suspense psicológico, que retrata as mazelas geradas pelo preconceito histórico da sociedade). 
     Acreditar, portanto, é essencial. É o que leva ao segundo passo: agir. 
     As ações são penosas, farão abdicar de prazeres mundanos. Enquanto seus amigos estiverem gastando os últimos tostões com cerveja, roupa nova, celular de última geração; você estará pagando seus estudos, comprando livros, e usando aqueles tênis furados que enchem de água quando chove. Recusará convites para o shopping center porque precisará trabalhar e estudar, ao mesmo tempo; e será considerado diferente pelos amigos por causa das suas prioridades. 
     Com o tempo, o agir vai levá-lo a algum lugar. Você não ficará rico, provavelmente. Mas estará numa posição mais confortável. Alguns amigos podem até chamá-lo de esnobe, embora saibam (todos eles) o quanto você lutou para melhorar de vida. 
     Então, negros, brancos e pardos, sugiro que acreditem. 
     Sugiro também que ajam. A pobreza, injustiça, desigualdade existem - isso é visível, é irrefutável. O que faz a diferença é persistir. Cair e levantar, cair e levantar.
     Eu acredito, sempre.
     Não pode haver mazela social que supere a nossa persistência. 
 


                                                         Cristiane Krumenauer
                                                                  Escritora



     Conheça mais da autora:


     Contos da Namíbia. Disponível em e-book:
https://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_ss_c_2_20?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&url=search-alias%3Dstripbooks&field-keywords=cristiane+krumenauer&sprefix=cristiane+krumenauer%2Caps%2C258&crid=31XG4JKLYL8CX


    Romances Policiais. Impresso. Disponível na Saraiva:

https://busca.saraiva.com.br/busca?q=cristiane+krumenauer

terça-feira, 7 de novembro de 2017

QUASE FUI EXPULSA DO PAÍS



     Ria. Ria à vontade da desgraça alheia. Hoje, até eu me divirto com essa lembrança. Mas saiba que naquela hora, em que a Escola de Inteligência do país X (vou chamar assim para preservar o anonimato do lugar) começou a mexer os pauzinhos para me mandar de volta ao Brasil, meu estresse foi às alturas!

     Tudo porque eu precisava coletar dados para o livro Atrás do Crime (ed. Giostri, 2016).

     Isso me fez refletir que uma ficção, afinal, tem grande relevância em qualquer país. Alguns dizem “Poxa, mas os personagens não existem, os fatos não existem. Tudo foi imaginado”. E ainda assim, o escritor precisa enfrentar dilemas bizarros, uma vez que vai retratar indiretamente as mazelas, em outras palavras, o lixo que os governantes teimam em esconder debaixo do tapete. Resultado final: a sujeira é tanta que o tapete acaba parecendo o Everest – impossível caminhar sem equipamento especial por cima dele!

     Depois, o governo mudou de ideia, e aquilo para mim equivaleu ao “Dia do Fico”. Mas para que me dessem o visto, tive que fotografar o apartamento onde ficaria durante 90 dias. Aceitei. Tirei foto da sacada, da porta principal, da sala ligada à cozinha minúscula e do quarto. Também tive que fotografar a rua e a fachada do prédio. Anotaram meu celular pré-pago, adquirido lá, e xerocaram todos os meus documentos. Acho que isso tudo para dar a impressão de que estavam “no comando”, “no domínio” da situação.

     Quando voltei para o Brasil com a pesquisa de campo concluída, cheguei a beijar o chão... até que um malandrinho passou correndo e levou meu celular ainda com chip do exterior. Limpei a boca com o braço direito, mandando o amor à pátria ao devido lugar! Pensei: “Fui tão longe, e o não há material mais rico para um livro policial do que aqui”.

     E o resultado foi um Atrás do Crime cheio de reviravoltas, conhecimento técnico e, sobretudo, muita adrenalina.


Conheça mais do livro no Skoob. Tem resenhas bacanas por lá.


Link de venda:


Bata um papo com a autora:


Foto tirada num dia de folga

Livro que nasceu no país em que eu fui malquista. 



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

29 de OUTUBRO - DIA NACIONAL DO LIVRO


No dia 29 de outubro de 1810, com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Rio de Janeiro, originou-se a Biblioteca Nacional. O fato está ligado à vinda da família real ao Brasil e é para celebrar essa data que foi instituído o Dia Nacional do Livro.



E não há nada melhor para o fã brasileiro de literatura policial do que saber que não precisa se afastar do berço para encontrar ficção de qualidade. 

Nesta matéria, alguns escritores nacionais (e ainda há muitos outros) que podem matar a sede do leitor que curte investigação policial: 



FERNANDA W. BORGES – é jornalista apaixonada pelo gênero policial aliado ao erotismo. Suas obras são: Orgasmos Fatais, O Reverso do Destino, Sob o Signo de Escorpião e O Outro Lado do Crime.


DANIEL BARROS – é autor de Mar de Pedras, Enterro sem Defunto, O Sorriso da Cachorra, além de ser antologista. A última obra coordenada por ele e por Zélia de Oliveira foi lançada em 2017, sob o título “Os bastidores do Crime”.


CLAUDIA LEMES - é autora de mais de dez romances, mas só ficou conhecida quando autopublicou Eu Vejo Kate: o Despertar de um Serial Killer. Em 2016, a editora Empíreo publicou Um Martíni com o Diabo. Cláudia recentemente escreveu um livro de não-ficção a pedido da editora Lendari: Santa Adrenalina, um Guia para Quem Quer escrever Thrillers, baseado no seu curso de sucesso sobre narrativas de suspense. 


TAILOR DINIZ - tem quinze livros publicados, entre eles "Transversais do tempo" (2007), "Crime na Feira do Livro" (2011), "A superfície da sombra" (2012) e "Em linha reta" (2014). Também escreve roteiros para cinema e tevê, com obras premiadas nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.


ILANA CASOY – é especialista em crimes, e dividi-se entre ficção e não-ficção. Suas obras: Serial Killer, Louco ou Cruel; O Quinto Mandamento, Serial Killer Made in Brazil (todos esses pela Ediouro); A prova é a testemunha (Lafonte, 2010), e Casos de Família (Darkside Books, 2016).

 


RAPHAEL MONTES - Estreou na literatura em 2012, com seu primeiro romance, Suicidas. Seu segundo romance, Dias Perfeitos, foi publicado em mais de 14 países. O Vilarejo é um fix-up de terror que reúne contos de personagens macabros em um vilarejo abandonado à própria sorte. Além disso, atua como colunista do jornal O Globo desde abril de 2015.


CRISTIANE KRUMENAUER – É mestre em Literatura. Publicou Chamas da Noite (Giostri, 2014), inspirada na tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria; Atrás do Crime (Ed. Giostri, 2016), baseada em tese de mestrado sobre segurança transnacional; da série Contos da Namíbia (amazon.com.br), após pesquisa junto a tribos africanas, em que mulheres relataram suas experiências de vida. Este ano, lança A Máscara de Flandres, um suspense psicológico, também pela Editora Giostri.


VICTOR BONINI - Aos vinte e dois anos, lançou seu primeiro livro, Colega de Quarto, pela Faro Editorial. Passou pelas redações da GloboNews, TV Gazeta e Revista Veja. Atualmente é repórter da TV Globo, em São Paulo. Este ano, publicou seu segundo romance policial – O Casamento, também pela Faro Editorial.


CARINA LUFT - Assinou uma coluna no jornal O Progresso, da cidade de Montenegro (RS). Publicou contos em diversas antologias antes de escrever seu primeiro romance, Fetiche (Dublinense, 2010).  Em 2016, publicou Verme, também pela Editora Dublinense.


VITTO GRAZZIANO - é um personagem misterioso do submundo literário que, após anos trabalhando com distintas questões sociais, decidiu contar parte de sua história e expor uma face pouco explorada no país. Sua obra Bella Máfia foi lançada pela Luva Editora, em 2017.





É isso aí, queridos leitores. Gostaram da publicação? A fim de saber mais novidades sobre o mundo do crime na ficção?


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

"A Garota no Trem" continua na liderança


"A Garota no Trem", de Paula Hawkins, continua batendo recordes como o best-seller que permaneceu por mais tempo na lista dos mais vendidos, ao lado do interessantíssimo "Amy Exemplar", de Gillian Flynn.
A obra conquistou até mesmo o coração de Stephen King, que a considerou um suspense maravilhoso, capaz de deixá-lo insone. "A narradora alcoólatra é simplesmente perfeita", diz ele. 
Fonte:

Resultado de imagem para a garota no trem                  

Curiosidades de Agatha Christie


Em 1931, Christie viajava sozinha no Expresso Oriente, quando o trem parou no meio da noite, devido à inundação que atingiu os trilhos durante uma tempestade.

De repente, a tempestade se transformou em nevasca. Somente depois de uma série de tentativas, o trem retomou seu percurso e Christie chegou ao seu destino com dois dias de atraso.

Essa situação a inspirou no processo criativo de Assassinato no Expresso Oriente, sem contar que, devido ao "breve" tempo da jornada, pôde observar os viajantes do trem, que também acabaram se tornando personagens, incluindo a senhora Hubbard.

Agatha Christie viajou muitas outras vezes no Expresso Oriente e se referia a ele como o "sem dúvida alguma, meu trem favorito".

Fonte:
http://www.agathachristie.com/news/2017/christies-travels-on-the-orient-express

Agatha Chrisite Inspired By The Oe Fonds De Dotation Orient Express News Article