Atrás do Crime - conquistando os leitores do Brasil

Atrás do Crime - book trailer

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

FESTIVAL DAS SINOPSES & BRINDE!



Vamos conhecer os romances policiais e os contos de suspense? Acompanhem as sinopses das obras:




ATRÁS DO CRIME - ROMANCE POLICIAL

Ele é possuidor de uma mente impressionante. No crime organizado, planeja todos os caminhos da droga: desde a sua origem, na fronteira, até sua chegada e posterior distribuição em São Paulo. Conhecido também como o Mestre da Logística das Drogas, age e não deixa rastros, a menos que seja isso que deseje. Contudo, chega o dia em que encontra um rival à altura: o agente federal Giorgio está em seu caminho. Ainda assim, é a complexidade da vida que acaba se mostrando mais desafiadora para esses dois homens. Em se tratando de crime, a paixão e o temor podem ser fatais. O crime nunca vem só. Há vida e morte bem atrás dele.






CHAMAS DA NOITE - ROMANCE POLICIAL
O amor entre Maria Luísa e Gabriel promete desequilibrar a vida de luxo da ex-namorada Simone. Desde a infância, ela aprendera que era possível ter o que queria com apenas um estalar de dedos. Agora, porém, seria necessário muito mais para que seus desejos se tornassem realidade. Maria Luísa tinha um corpo casual, um cabelo singelo e usava roupas desinteressantes. Ainda assim, a força de seu espírito conseguiu roubar o coração do homem que Simone amava. Desperta-se um incomensurável desejo de vingança, acabando por comprometer toda sua vida: desde o aspecto financeiro, desequilibrando a grife abastecida por imigrantes bolivianos que realizavam trabalho escravo; até o emocional, levando-a a cometer um crime como incendiária, em que acaba perdendo seu grande amor. Enquanto a culpa recai sobre Maria Luísa, eis que surge Fernando, um detetive que há tempos investiga a criminosa. Será que Fernando conseguirá salvar Maria Luísa e garantir que Simone pague por todos os crimes?



SWAKOPMUND - CONTO
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Vladimir é um criminoso que age sem parceiros, e sua fortuna é tão grande quanto o número de inimigos ao longo de sua vida criminal. Ele vive sob constantes ameaças de morte e seus rivais estão espalhados por todo o globo terrestre. É somente em Swakopmund, uma pequena cidade litorânea da Namíbia, no continente africano, que ele acredita que poderá tirar suas férias em segurança. No entanto, o inesperado acontece e Vladimir conhece um inimigo em que jamais havia pensado antes: sua própria vaidade!




E ASSIM, ELA SE PERDEU DUAS VEZES - CONTO
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Guerra Civil em Angola, 1977. Um grupo de amigos se dirige à igreja quando, subitamente, vê-se em pleno centro de uma batalha. Anacleto e Jéssica se salvam, mas, durante a fuga do combate, a pequena Sofia, com apenas dois anos de idade, acaba sendo deixada para trás. O tempo passa e Anacleto e Jéssica formam uma nova família, acreditando que a menina houvesse morrido naquele episódio. 
Anacleto é violento, mas Jéssica o suporta, já que o marido garante o sustento da casa e dos três novos filhos. No entanto, uma reviravolta na vida das personagens acontece quando Sofia é reencontrada com vida, dezesseis anos depois. A pequena e inocente menina agora é uma mulher rebelde, que aprendera muito bem as duras lições da guerra. Caberá a ela mostrar à mãe e ao padrasto que uma menina que sobreviveu a sucessivos combates não pode ser domada, tampouco controlada. Ela trará problemas à família, mas também deixará bem claro ao marido violento da mãe, quem, de fato, é a maior autoridade na casa!





O TESOURO DA DUNA 7 - CONTO
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A racionalidade de Karl Schroeder, um alemão que decidiu viver em Walvis Bay, ficará em xeque após conhecer Janet, uma garota da tribo Herero que faz questão de manter as tradições de seus ancestrais. Em tudo, Janet é diferente de Karl: ela vive numa residência construída com barro e esterco enquanto o alemão usufrui de sua mansão de frente para o mar; ela usa um sino atado à perna, símbolo de sua virgindade, enquanto Karl não conhece garota alguma que ainda seja virgem aos vinte anos de idade; a mãe de Janet usa vestido de séculos passados junto a um chapéu que representa chifres de vaca enquanto Karl veste descontraidamente bermuda e camiseta. Ainda assim, Karl não resiste à paixão e depois de uma insuportável batalha contra seus sentimentos, decide se declarar a ela. Nesse dia, contudo, o inesperado acontece e Janet lhe conta que irá se casar com um homem da mesma tribo que a dela. Karl ficará transtornado com a notícia, mas uma sucessão de acontecimentos provocará uma reviravolta surpreendente na vida dos dois!




KOLMANSKOP - ASSASSINATO NA CIDADE-FANTASMA - CONTO
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Kolmanskop, abandonada por seu último morador em 1956, tornou-se uma cidade-fantasma e um ponto turístico no século atual, atraindo pessoas do mundo inteiro em busca da visão irreverente e aterrorizadora das casas sendo aos poucos engolidas pela areia e tomadas pelo deserto. 
Christiaan é bisneto de um dos fundadores da cidade, mas sua posição atual está longe de ter o mesmo sucesso que seu bisavô teve com os diamantes. Certo dia, então, transtornado, ele e sua amada Desiree decidem viver em Kolmanskop, às escondidas, ocupando a casa a qual lhe é de direito. O perigo passa a ser constante, a cidade é vigiada por homens altamente armados, além de estar situada em pleno deserto, onde tempestades de areia ameaçam desabar mais casas dia após dia. Um dos guardas os flagram e uma sucessão de reviravoltas ocorre na vida das personagens ao assassinarem aquele homem. 



Espero que tenha gostado, querido leitor.

Agora, vamos ao brinde?

Escolha um dos livros e envie e-mail para cristiane.krumenauer@gmail.com, indicando o nome da obra. O presente seguirá na sua caixa de entrada.

Grande abraço

                                                                        Cristiane Krumenauer


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

DOZE MALAS E UM BEBÊ



   O ventilador de teto mal fazia vento algum. Só um barulho incessante e inconveniente – nhéc-nhéc-nhéc – perturbava os ouvidos. Mosquitos competiam com o som irritante, zumbiam e zombavam enquanto tentávamos dormir. Aquele hotel, de latrina entupida e café da manhã incerto, foi nossa casa por 12 dias.

   Enquanto isso, procurávamos uma residência para alugar. Com móveis, claro, porque tínhamos deixado toda a mobília no Brasil. E se tivéssemos decidido levá-la, teríamos que aguardar 2 meses para o navio abarcar na África do Sul e mais 30 dias para a alfândega liberar o contêiner até a Namíbia.

   “Melhor deixar no Brasil”, meu marido e eu concluímos, pegando o avião com 12 (sim, DOZE) malas, e uma criança, dormindo no colo.

   Meu marido ia empurrando dois carrinhos no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), derrubando bagagem por todo o lado e maldizendo quem via pela frente. Estava estressado por ter que levar tanta coisa (detalhe: duas malas GRANDES eram de fardas dele, repito, DELE). Por sorte, a companhia aérea optou por não cobrar o excesso de bagagem, o que nos deixou mais felizes e menos duros.

   Pegamos o avião às 20 horas. Não fomos direto à Namíbia, porque a passagem custaria o dobro!, já que foi comprada em última hora. Fizemos uma pequena baldeação até a Alemanha, o que me fez lembrar da época em que eu detestava pegar ônibus pinga-pinga (conhece o termo?).

Aprendendo a dividir espaço
   Quando desembarcamos, às 8 horas da manhã (horário local), em Frankfurt, nos entreolhamos: “Não devia ser dia?”. Ficamos espantados com a persistência da noite naquele inverno de congelar até gaúcho, e fomos direto para o hotel, descarregar a mudança, digo, as doze malas. Rapaz, confesso que tive ganas de enfiar aquela bagagem toda no... armário do hotel e esquecê-las lá mesmo!
 
Heidelberg - Alemanha
   Pois bem, depois de uns passeios gastando nossos preciosos Reais que, trocados por Euro na Europa, me fizeram pensar, por algum motivo irracional, em papel higiênico, embarcamos num voo para Namíbia.

   Que delícia! Mais doze horas num avião confortável – com meu filho deitado em três assentos, dois dos quais não eram dele, e chutando ora a mim, ora a meu marido, alternando acertar o queixo de um ou de outro – e, enfim, chegamos ao continente africano.

   Lá, uma agente da Polícia Federal Namibiana nos recebeu, falando uma língua cheia de erres, o que me fez duvidar de que o inglês era mesmo a língua oficial daquele país. Um alemão, atrás de mim, percebeu que eu não entendia patavinas e falou: “She wants you to stay behind the line”.

   Ah, ela queria que eu ficasse atrás de uma linha improvisada com fita adesiva vermelha, colada no chão, para que o aparelho dela me escaneasse. 

   No portão de desembarque, uns brasileiros que eu não conhecia, nos aguardavam. Fizemos amizade imediata – relação que persiste até os dias de hoje, mesmo que um deles tenha criticado meu primeiro livro à beça (fazer o quê? Amizade sincera.).

   12 dias se passaram, como eu disse anteriormente, até conseguirmos alugar uma casa – uma perfeita residência namibiana: grande, com muitos cômodos, mesa de jantar para 10 pessoas, ideal para um casal que tem, no mínimo, 5 filhos!
 
Nosso lar em Namíbia
   Não era o nosso caso, obviamente, mas no país menos habitado do mundo, achar uma preciosidade daquelas com móveis! e louça! e talheres! e roupa de cama!, ou seja, achar um lar onde viver por um ano em apenas 12 dias (quando nosso amigo levou 2 meses), foi mesmo uma bênção.

   Pronto: estávamos preparados para começar uma experiência incrível, para conhecer uma cultura e geografia inusitadas para nós.

   Passamos treze meses felizes, como se numa terra paradisíaca.
Com o querido Coronel Haibodi

   Quando voltamos ao Brasil, a presidente já não usava mais batom nem salto alto; em vez disso, tinha uma cabeleira grisalha atraente. O paraíso (onde as atendentes dos mercados brigavam entre si para que você passasse as compras com elas) ficou para trás, ficou em África. Mas as lembranças, certamente, persistem – no cartão de memória da máquina fotográfica e, claro, na nossa mente.


   A experiência na Namíbia resultou na produção de contos de suspense. Conheça-os no link:

                            https://www.amazon.com.br


   Se quiser um conto de presente, mande e-mail para cristiane.krumenauer@gmail.com, solicitando um dos títulos.

   Grande abraço.

                                                                       
  Cristiane Krumenauer                
  Autora de Chamas da Noite; Atrás do Crime; Contos da Namíbia